Brasil tem 12,2 milhões de pessoas sem trabalho

Dados são do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, o IBGE

A taxa de pessoas desocupadas no Brasil é de 13,1% da população, em um total de 12,2 milhões de pessoas sem trabalho. Os dados fazem parte do IBGE para a segunda semana de julho, entre os 5 a 11, divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. O número fica acima da taxa de 12,3% da semana anterior e da primeira semana de maio, que registrou 10,5% da população desocupada.

O IBGE estima em 81,1 milhões de pessoas a população ocupada do país na segunda semana de julho, enquanto nos sete dias anteriores o número estava em 81,8 milhões, o que mostra queda relacionada à primeira semana da pesquisa, na primeira semana de maio. Lá eram 83,9 milhões de pessoas ocupadas.

Em termos percentuais, o nível de ocupação alcançou 47,6%. O IBGE considerou estável na comparação com a semana anterior, mas recuo em relação à semana de 3 a 9 de maio. A proximidade da taxa de informalidade chegou a 34%, também uma estabilidade frente a semana anterior e de queda se relacionada à semana entre 3 a 9 de maio.

Entre 5 e 11 de julho, 8,6% das pessoas ocupadas, 7 milhões, estavam afastadas do trabalho por causa do distanciamento social. Na semana que antecedeu eram de 10,1%. A diferença é ainda maior na comparação com a primeira semana da pesquisa, de 3 a 9 de maio, quando a taxa era de 19,8%, 16,6 milhões de ocupados afastados.

A população ocupada e não afastada do trabalho chegou a 71 milhões de pessoas, estável em relação à semana anterior e aumento na comparação com o período de 3 a 9 de maio, quando eram 63 milhões de pessoas. A pesquisa indicou ainda que nesse grupo, 8,2 milhões ou 11,6% trabalhavam remotamente. Em números absolutos, o contingente ficou estável em relação à semana de 3 a 9 de maio, mas significa queda em termos percentuais. Segundo o IBGE, pela primeira vez, o número de pessoas ocupadas que trabalhavam de forma remota caiu, porque na primeira semana de julho eram 8,9 milhões.

Para a coordenadora da pesquisa, Maria Lúcia Vieira, esse movimento indica um retorno ao trabalho presencial com a flexibilização das medidas de distanciamento social.

“Essa é a primeira queda significativa nesse grupo desde o início de maio, quando a pesquisa começou. A redução foi observada tanto em valores absolutos quanto percentuais e reflete o que já estamos vendo, que é o retorno de parte dessas pessoas aos seus locais de trabalho de antes da pandemia”, observou.

O IBGE informou também que a taxa de participação na força de trabalho ficou em 54,8% na segunda semana deste mês, bem perto do período anterior (54,9%) e da primeira semana de maio.

Já a população fora da força de trabalho, as pessoas que não estavam trabalhando nem procurava por trabalho, era de 76 milhões de pessoas. Isso representa estabilidade em relação à semana anterior e também em relação à semana de 3 a 9 de maio. 

Conforme a pesquisa, cerca de 28,3 milhões de pessoas ou 36,7% da população fora da força de trabalho disseram que gostariam de trabalhar. O contingente ficou estável frente a semana anterior, no entanto, cresceu frente a semana de 3 a 9 de maio.

Com Agência Brasil

Matheus Nani

Jornalista formado pela Unopar

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