Prefeitura irá acolher moradores de rua com Covid-19

Os acolhidos podem cumprir o período de isolamento social em uma residência com suporte médico e social, além de terem oficinas e atividades socioeducativas

A Prefeitura de Londrina lançou um trabalho inédito de acolhimento emergencial para atender pessoas em situação de rua com suspeita ou diagnóstico positivo de Covid-19. O novo serviço consiste em propiciar isolamento social adequado a este público em uma residência criada exclusivamente para essa finalidade, com acompanhamento profissional 24 horas por dia. Neste espaço, os usuários têm condições apropriadas de habitabilidade, higiene e salubridade das instalações físicas, durante o período recomendado de isolamento, de cerca de dez dias. Além disso, participam de atividades dirigidas como oficinas educativas, conversas e momentos de lazer.

A iniciativa é uma política pública da Secretaria Municipal de Assistência Social implantada em parceria com as Secretarias Municipais de Saúde e de Defesa Social. Trata-se de uma ação nova, inserida nas políticas públicas para atendimento à população de rua. O funcionamento começou nesta semana.

Por meio deste serviço, os acolhidos ficam mais seguros em um abrigo com dormitório, alimentação, espaço de convivência, higiene, oficinas ocupacionais e atividades socioeducativas. Para isso, os serviços são prestados, em tempo integral, por uma equipe multiprofissional formada por auxiliares de enfermagem e educadores sociais, funcionários de serviços gerais, além do suporte em segurança da Guarda Municipal. Os encaminhamentos são realizados pela Secretaria Municipal de Saúde. Após o término do período de isolamento social, os acolhidos serão direcionados aos serviços regulares de acolhimento da Prefeitura.

A secretária municipal de Assistência Social, Jacqueline Micali, enfatizou que este serviço é uma iniciativa que fornece todas as condições de atendimento médico e social aos acolhidos, em um lugar exclusivo para abrigá-los enquanto perdurar o isolamento. “Essas pessoas, com suspeita ou diagnóstico positivo de Covid-19, recebem assistência completa, com o acompanhamento de profissionais em tempo integral. Dessa forma, possibilitamos que eles possam cumprir o período de isolamento com toda a segurança e atenção. Já no ano passado, vínhamos elaborando um regimento para implantar essa nova residência e agora isso foi concretizado. Antes disso, desde o começo da pandemia, o isolamento social dessa população estava sendo feito na UPA Sabará, com acompanhamento desde o atendimento inicial até o fim do período de contágio”, afirmou.

De acordo com Micali, uma das grandes dificuldades que a rede e atendimento encontra para auxiliar pessoas em situação de rua nessa condição são os casos de dependência química e uso de drogas. “Muitas dessas pessoas, mesmo após receber o acolhimento e suporte necessário, acabam não permanecendo em isolamento, como é ideal e mais seguro. Isso acaba colocando em risco eles e outras pessoas nas ruas. A nova residência também facilita a permanência dessa parcela do público acolhido”, completou.

Em dezembro de 2020, após toda a organização para implementar essa nova residência de acolhimento, teve início a reforma de uma casa e posteriormente, sua preparação, com todo o mobiliário adequado. As ações contaram com apoio da sociedade civil.

 

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