Após obras, rodoviária de Francisco Beltrão entra em operação

O terminal substitui a estrutura antiga, inaugurada em 1977

A rodoviária de Francisco Beltrão, no Sudoeste do Paraná, começou a funcionar oficialmente no último domingo (28). Devido ao agravamento da pandemia, não houve inauguração oficial do terminal, mas as empresas de ônibus já estão vendendo de bilhetes e operando o embarque e desembarque de passageiros na estrutura. O investimento do Governo do Estado foi de R$ 10,4 milhões.

O terminal foi erguido no bairro Água Branca, perto da PR-483 (saída para Cascavel), da PR-180 (conexão com Marmeleiro e Pato Branco) e do Contorno Norte, alça de ligação com as saídas para Coronel Vivida (PR-566) e Verê (PR-475). A rodoviária substitui a estrutura antiga localizada no Centro, inaugurada em 1977, e retira o fluxo dos ônibus do dia a dia do município de quase 100 mil habitantes.

“O Paraná tem apostado no desenvolvimento contínuo dos municípios. Francisco Beltrão atingiu um patamar de médio porte como um dos polos agroindustriais e estudantis do Sudoeste e precisava de uma estrutura para que esse movimento intenso de pessoas tenha mais sinergia com a estrutura municipal”, afirmou o governador Carlos Massa Ratinho Junior.

Segundo a prefeitura, 11 empresas de ônibus operam viagens estaduais e interestaduais na cidade. Em uma realidade sem pandemia, a expectativa é de atender 150 mil passageiros por ano. “É uma rodoviária pensada para os próximos 50 anos”, destacou o prefeito Cleber Fontana.

Os ônibus que fazem o transporte urbano e rural dentro do município continuarão utilizando a estrutura do Centro. Nas próximas semanas será iniciado o trabalho de remodelação desse espaço para transformar a parte de baixo em terminal urbano e a parte superior em um mercado municipal.

A rodoviária tem 6,3 mil metros de área construída, 12 pistas para entrada e saída de ônibus, jardim interno, 16 guichês, oito salas comerciais, restaurantes e pé-direito com 10,5 metros de altura. O convênio com o Governo do Estado engloba apenas a estrutura física, e não o entorno, que foi modernizado pela prefeitura. Houve pavimentação no acesso, além da implementação de uma conexão feita pela Avenida Dom Agostinho Sartori.

O espaço foi configurado para integrar os fluxos de um terminal. De um lado ficam a entrada e o acesso dos carros e do transporte individual (táxi ou aplicativos) e do outro o pátio dos ônibus. Há um jardim interno logo na recepção e salas comerciais dos dois lados, com restaurantes nas pontas. A área central é destinada aos guichês das empresas de viação. Há banheiros e salas separadas para trabalho ou leitura. A estrutura tem um único piso com 10,5 metros de altura.

As obras do novo terminal começaram em 1º de outubro de 2018 e demoraram pouco mais de dois anos. O andamento foi prejudicado pelas condições instáveis do terreno e as fundações, que exigiram muito mais trabalho do que o previsto. A sondagem foi feita em cima do perfil natural e as escavações acabaram se tornando muito mais profundas em alguns pontos, inclusive com necessidade de manuseio de solo na mão, sem maquinário. O projeto original previa fundações de 1,85 metro de profundidade, mas em alguns pontos elas alcançaram entre 5,5 metros e 6 metros.

A rodoviária recebeu o nome de Sadi José De Marco. É uma lembrança ao advogado e empresário, falecido em 2017, aos 79 anos. Ele foi o principal responsável pela atração de uma grande agroindústria ao município no início da década de 1980.

Com AEN 

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