Obras de duplicação da Rodovia dos Minérios atingem 25% completos

Obra na Grande Curitiba é complexa

Trafegar pela PR-092, a Rodovia dos Minérios, é sempre um desafio para o motorista Cléverson Bandeira, que há 12 anos transporta sucata de Almirante Tamandaré a estados como São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais. Os congestionamentos, principalmente nos horários de maior movimento, tiram a paciência de Bandeira e dos outros motoristas e moradores que dependem da rodovia para circular.

“De manhã e à tarde fica tudo parado, não sai do lugar. O fluxo é intenso, dia e noite, mistura o trânsito pesado com o da cidade e fica tudo caótico. Mas agora, com a melhoria, vai ficar 100%”, diz. A melhoria que o motorista se refere é obra de duplicação feita pelo Governo do Estado, que ultrapassou a marca de 25% de execução.

Com tráfego intenso, principalmente de veículos pesados, a estrada é a principal via de ligação de Curitiba a Almirante Tamandaré, Rio Branco do Sul, Itaperuçu e às cidades da região do Vale do Ribeira. Já faz algumas décadas que as pistas simples não suportam mais o trânsito, formado principalmente por caminhões que transportam minérios e seus derivados, conforme o próprio nome da rodovia sugere, como calcário e cimento.

Iniciado em outubro de 2019, o projeto do Governo busca mudar essa realidade, com a duplicação de um primeiro trecho, de 4,74 quilômetros, entre a Capital e Almirante Tamandaré. Com um quarto da obra concluída e a previsão que ela seja entregue no primeiro trimestre do ano que vem, já é possível vislumbrar o trânsito fluindo no trecho mais movimentado da rodovia.

“No horário de pico é perigoso, principalmente para pedestres, ciclistas e motociclistas”, afirma Bandeira, opinião compartilhada com o aposentado Mauro Ribeiro, morador do Parque São Jorge, em Almirante Tamandaré. “Nossa esperança é que melhore e fique mais fácil para quem circula de carro e ônibus. Nós dependemos da estrada e ela depende de nós também”, diz.

O Governo do Estado está investindo, por meio do Departamento de Estradas de Rodagem do Paraná (DER/PR), R$ 90,6 milhões para construir as novas pistas, vias marginais, pontes, viadutos, passarela, calçadas e ciclovias no trecho entre Curitiba e Almirante Tamandaré, em uma extensão de 4,74 quilômetros. Mesmo durante o processo de duplicação, a rodovia não para, já que a obra foi planejada para ser executada com o mínimo de interrupção no trânsito.

“Esta rodovia tinha caído no esquecimento, há 30 anos a população aguardava por essa duplicação, que iniciamos logo no nosso primeiro ano de governo. Será uma nova realidade, de mais desenvolvimento, para essa parte da Região Metropolitana”, afirma o governador Carlos Massa Ratinho Junior. “A ideia é que esse trajeto fique mais seguro e mais rápido para as pessoas que utilizam a rodovia”.

As obras de arte especiais, como pontes e viadutos, foram iniciadas antes da duplicação em si, assim como as obras nas vias marginais, que vão incorporar o tráfego da rodovia quando ela estiver sendo duplicada. O projeto prevê a construção de cinco pontes e dois viadutos, cada um deles com estruturas independentes, uma para cada sentido da via. Na prática, serão executados 10 pontes e quatro viadutos. 
Até agora, quatro pontes e quatro obras de contenção foram concluídas. No lado direito, no sentido a Almirante Tamandaré, um trecho de 1.500 metros de pista nova, em concreto, já foi liberado para o tráfego. No sentido contrário, de Almirante Tamandaré até Curitiba, mil metros da pista nova da marginal já ultrapassaram 80% de execução e serão liberadas ao tráfego em breve.

Também foram instalados mil metros de bueiros tubulares de concreto, além da execução de mais de 2,5 mil metros de valetas e sarjetas de drenagem. Para esse volume de obras, foram escavados 200 mil metros cúbicos de materiais e cerca de 3 mil metros cúbicos de concreto foram utilizados para a construção das pistas. Houve, ainda o remanejamento de 4,8 mil metros de tubulação de água e 1,7 mil metros de tubulação de esgoto.

Atualmente, estão sendo construídas outras três pontes e outros serviços são executados: a escavação para a nova pista do lado esquerdo e a marginal esquerda, próximo à região do mercado Harger, e a escavação na variante de traçado da rodovia, além das obras de drenagem e contenção.

“Obras em perímetro urbano são particularmente complexas, dado o convívio do maquinário e dos funcionários com o trânsito intenso de veículos de passeio e do tráfego de longa distância. Mas a duplicação está devidamente sinalizada, de acordo com a legislação vigente e toda a equipe envolvida atua com profissionalidade e segurança”, afirma o diretor-geral do DER/PR, Fernando Furiatti.

No segundo semestre devem ser iniciadas a construção de outras três pontes. Também serão executadas novas obras de contenção e de drenagem, com a construção de um bueiro triplo de concreto na região do Recanto Marista, em Almirante Tamandaré, além da construção de quatro viadutos.

“A duplicação desse primeiro trecho da Rodovia dos Minérios segue em bom ritmo, devendo ser concluída no início do ano que vem. E o DER já está se preparando para licitar a continuidade dessas obras, com novidades sendo anunciadas em breve, assim que os trâmites internos forem concluídos” acrescenta Furiatti. “Estamos com um volume impressionante de obras em andamento, e com muito mais a caminho”.

Serão concluídas, ainda, a pista duplicada em concreto, as marginais do lado direito e em ambos os lados depois do Parque Anybal Khury. Também serão instaladas as sinalizações vertical (placas) e horizontal (pintura de linhas, faixas, símbolos e colocação de tachas refletivas nas pistas), projetos de paisagismo, iluminação em todo o trecho e implantação de calçada e ciclovia.

Com AEN 

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