CMTU podou mais de 430 lotes particulares com mato alto em 2021

Serviço foi acompanhado da emissão de multa aos respectivos proprietários; Companhia executa quando o proprietário, que é o responsável pela limpeza conforme a lei, não realiza

Entre os meses de janeiro e julho, o número de terrenos particulares roçados pela Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU) em Londrina chegou a 430. Nesse período, foram limpos em média 61 lotes e o volume mensal de trabalho alcançou 50 mil metros quadrados. O atendimento contemplou todas as regiões da cidade, principalmente os bairros com mais registros de reclamação.

De acordo com o gerente de Fiscalização de Posturas da CMTU, Wilson da Silva, além das queixas da população, a atividade é orientada pela atuação dos fiscais da companhia e pela Secretaria Municipal de Saúde (SMS), por meio da Coordenação de Controle de Endemias.

Ele explica que, para atender todo o município de forma igualitária, a área urbana é dividida em quatro regiões diferentes. Em determinados dias da semana, o planejamento inclui denúncias e solicitações gerais, distribuídas em diferentes pontos. Já em outros a equipe concentra esforços em apenas uma localidade, com o objetivo de roçar a maior quantidade possível de terrenos irregulares.

Silva pontua que o serviço é uma ferramenta do poder público que busca amenizar os transtornos causados pelas datas com mato alto. No entanto, ressalta que a responsabilidade pela limpeza é dos proprietários, que, segundo a Lei n° 11.468/2011, precisam manter os locais em condições adequadas de conservação durante todo o ano.

A multa para o dono que descumpre a determinação é de R$ 2 o metro quadrado. A sanção inclui também o pagamento das despesas com a manutenção das áreas, fora a taxa administrativa de 10% sobre as melhorias executadas. Para um espaço de 250 metros quadrados, por exemplo, a soma das penalidades é de aproximadamente R$ 680.

Para o gerente da CMTU, a realização da roçagem e a lavratura do auto de infração têm caráter educativo e, ao mesmo tempo, funcionam como resposta do Município às cerca de 50 reclamações da comunidade recebidas todos os meses. “Nosso apelo é para que os responsáveis por esses lotes cooperem com a cidade e, sobretudo, com a vizinhança do entorno”, pede Silva.

Além de gerar desconforto a quem mora nas proximidades devido à proliferação de aranhas, caramujos e pernilongos, há também a ameaça da dengue. Boletim divulgado no último dia 15 pela Saúde aponta que, de janeiro até a primeira quinzena de julho, 6.652 casos da doença foram confirmados em Londrina. Outro fator preocupante é a segurança, já que a vegetação alta pode servir de abrigo para pessoas mal-intencionadas.

Para registrar denúncias e auxiliar a CMTU no trabalho de fiscalização, os moradores podem entrar em contato pelo e-mail cmtu.posturas@gmail.com. As informações podem ser repassadas ainda pelo endereço cmtu.londrina.pr.gov.br ou telefone 3379-7900.

Com N.Com 

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